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Mpox no Brasil em 2026: como está o surto e quais estados têm mais casos

24/02/2026 16:38

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O Brasil soma mais de 60 casos de mpox em 2026, sem mortes registradas e com concentração em São Paulo. A nova variante recombinante está sob monitoramento da OMS, mas ainda sem evidências de maior gravidade. Prevenção, diagnóstico rápido e isolamento seguem como principais ferramentas de controle.

A mpox voltou ao noticiário em 2026 e, com ela, uma série de dúvidas: o surto vai crescer? Há risco de morte? A nova variante muda algo na prática? Este conteúdo explica, em linguagem direta, o cenário atual no Brasil, os estados com mais casos, os sintomas principais e as medidas de prevenção que realmente fazem diferença.

Situação da mpox no Brasil hoje

Em 2026, o Brasil já ultrapassou a marca de 60 casos confirmados de mpox, segundo dados recentes de Ministério da Saúde e secretarias estaduais. A maioria dos casos é considerada leve ou moderada e, até o momento, não há registro de óbitos relacionados à doença neste ano.

Os números variam ligeiramente conforme a fonte e a data de atualização, mas convergem para o mesmo quadro geral: circulação ativa, porém sem explosão de casos graves. Em 2025, para comparação, o país registrou mais de mil casos e dois óbitos, o que ajuda a dimensionar que, por enquanto, 2026 apresenta uma situação mais controlada.

Estados com mais casos confirmados

Os dados apontam que o surto atual tem forte concentração na região Sudeste, especialmente em São Paulo. De acordo com painéis estaduais e balanços recentes:

  • São Paulo registra cerca de 44 casos confirmados em 2026, liderando o país.
  • Rio de Janeiro contabiliza 9 casos, segundo levantamentos recentes.
  • Rondônia aparece com 4 casos confirmados.
  • Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal também registram casos, em menor número.

Além das confirmações, há dezenas de notificações suspeitas em investigação, com parte dos registros sendo descartados após exames. Em São Paulo, por exemplo, mais de 70 casos seguem em análise, o que indica que os números oficiais ainda podem oscilar nos próximos dias.

Nova variante: o que a OMS já sabe

Em fevereiro de 2026, a OMS confirmou o surgimento de uma nova variante recombinante da mpox, formada pela mistura genética de duas linhagens diferentes do vírus. Até agora, foram documentados dois casos dessa variante: um no Reino Unido, detectado em dezembro de 2025, e outro na Índia, identificado em janeiro de 2026.

Com o número de casos ainda muito pequeno, a OMS considera prematuro afirmar se essa variante é mais transmissível ou mais grave. O alerta principal, no momento, é para manter e reforçar a vigilância, já que diferentes cepas de mpox circulam em redes sexuais interconectadas em diversos países, favorecendo, ainda que raramente, o surgimento de recombinações.

Na prática, para quem vive no Brasil, isso significa que o vírus está sendo monitorado de perto em nível internacional, mas não há, neste momento, mudança brusca de recomendação para a população em geral.

Mpox: transmissão, sintomas e tempo de isolamento

A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola, o mpox vírus (MPXV), da família Poxviridae. A transmissão ocorre principalmente por:

  • contato direto com a pele ou mucosas de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões;
  • contato com secreções corporais (saliva, fluidos de feridas, secreções respiratórias em contato muito próximo);
  • uso compartilhado de objetos pessoais, como toalhas, roupas e roupas de cama contaminadas.

Os sintomas mais comuns incluem erupção ou lesões na pele (frequentemente dolorosas), febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, cansaço e aumento de gânglios linfáticos. De acordo com a OMS, os sinais costumam começar de poucos dias até cerca de três semanas após a exposição, e podem durar de duas a quatro semanas.

Atualmente, o tratamento é de suporte, ou seja, voltado para aliviar sintomas e prevenir complicações, já que não há medicamento específico amplamente disponível para a mpox. Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que, em geral, varia de duas a quatro semanas, conforme evolução clínica.

Gravidade, risco de morte e quem precisa de mais cuidado
Embora a maior parte dos casos atuais no Brasil seja leve ou moderada, a mpox pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com comorbidades. Em cenários mais críticos, estudos e experiências anteriores apontam que até cerca de 10% dos casos podem evoluir para óbito, principalmente em contextos com pouco acesso a diagnóstico e cuidados adequados.

No cenário brasileiro atual, o Ministério da Saúde considera que há risco, mas não pânico: a doença exige atenção, isolamento de casos e rastreamento de contatos, mas não há sinais, neste momento, de um colapso do sistema de saúde por mpox. A principal preocupação das autoridades é evitar subnotificação e garantir que casos suspeitos sejam avaliados rapidamente.

O que o SUS está fazendo
O Ministério da Saúde afirma manter vigilância ativa sobre os casos de mpox, com apoio do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica. Entre as ações em curso estão:

  • monitoramento de notificações e análise de tendências por estado;
  • rastreamento de contatos por até 14 dias para interromper cadeias de transmissão;
  • orientação a profissionais de saúde para diagnóstico precoce e manejo clínico;
  • oferta de vacina para grupos prioritários, conforme recomendações técnicas.

Essas medidas, combinadas com a experiência acumulada no surto de 2022, ajudam a reduzir o risco de expansão descontrolada, mesmo com a presença de nova variante sob observação.

Como se proteger da mpox no dia a dia

Na prática, a prevenção da mpox passa por um conjunto de atitudes simples, mas consistentes:

  • Evitar contato íntimo ou muito próximo com pessoas que apresentem lesões na pele de causa desconhecida.
  • Não compartilhar toalhas, roupas de cama, maquiagens ou objetos de uso pessoal com terceiros.
  • Procurar atendimento de saúde se surgirem lesões suspeitas, febre e mal-estar, informando sobre possíveis contatos de risco.
  • Seguir orientações de isolamento caso receba diagnóstico de mpox, respeitando o período até a cicatrização total.
  • Para pessoas elegíveis, considerar a vacinação nos serviços do SUS, conforme as diretrizes locais.

Uma dica prática é ficar atento a campanhas das secretarias de saúde e a comunicados oficiais, evitando se informar apenas por redes sociais, onde boatos e desinformação costumam se espalhar com facilidade.

Há risco de um novo “grande surto” no Brasil?

Especialistas e autoridades sanitárias avaliam que, no momento, o risco de um surto de grande escala é moderado, porém controlável, desde que a vigilância se mantenha ativa e os casos sejam rapidamente identificados e isolados. O histórico de 2025 mostra que o país já enfrentou um número bem maior de casos, sem uma crise prolongada, o que reforça a capacidade de resposta do sistema de saúde quando há coordenação.

O surgimento da nova variante recombinante exige atenção, mas ainda não há evidências de que ela seja mais grave ou se espalhe muito mais rápido que as cepas já conhecidas. Em outras palavras: a situação merece cuidado e acompanhamento próximo, mas não justifica pânico. A combinação de informação de qualidade, medidas de prevenção e atuação firme das autoridades é o melhor caminho para manter o surto sob controle.



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