Greve dos caminhoneiros pressiona abastecimento de comustível e já impacta cidades da Serra Catarinense

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A possível greve dos caminhoneiros já começa a gerar reflexos preocupantes em diferentes regiões do país, especialmente na Serra Catarinense. Com o diesel acumulando alta de quase 19% em menos de um mês, lideranças da categoria articulam uma paralisação que pode iniciar ainda nesta semana, caso não haja avanço nas negociações com o governo federal.
A mobilização nacional ganhou força após sucessivos aumentos no preço do combustível. O diesel subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro, influenciado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio a tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Mesmo com medidas anunciadas pelo governo, o impacto nas bombas foi imediato: o valor médio saltou de R$ 6,10 para R$ 6,58 em poucos dias. Além disso, um reajuste de 11,6% nas refinarias intensificou a insatisfação da categoria.
Na Serra Catarinense, os efeitos já são sentidos antes mesmo de uma paralisação oficial. Em Anita Garibaldi, um posto de combustíveis no centro da cidade precisou fechar as portas por falta de gasolina e diesel, enquanto outro já operava sem estoque de diesel. A situação também preocupa em Lages, onde proprietários de postos relatam que o abastecimento atual pode durar apenas mais cinco dias.
O cenário acende um alerta para o risco de desabastecimento generalizado, principalmente se a greve for confirmada. Setores essenciais já começam a sentir os impactos, como a agricultura. Produtores da região temem prejuízos na colheita de sementes, já que a falta de combustível compromete o funcionamento de máquinas e o transporte da produção, podendo afetar diretamente a safra deste ano.
Enquanto isso, o governo federal tenta conter a crise e evitar uma paralisação em larga escala, que poderia trazer consequências econômicas significativas em todo o país. A definição oficial sobre a greve deve ocorrer após reunião entre representantes da categoria, marcada para esta quarta-feira (18). Até lá, cresce a apreensão entre caminhoneiros, empresários e a população.
