Operação Dupla Face: GAECO cumpre mandados em investigação sobre tráfico de drogas na Serra Catarinense

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O GAECO deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Dupla Face, que investiga os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas na região da Serra Catarinense. A ação ocorre em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Curitibanos.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos investigados por envolvimento com o comércio de drogas, especialmente substâncias sintéticas. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages e são executadas em Curitibanos.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções e estrutura voltada à aquisição, armazenamento, fracionamento e distribuição de entorpecentes na região. As apurações apontam ainda que os investigados utilizavam meios digitais para comunicação e realizavam compras coletivas para posterior revenda no varejo.
A investigação também identificou indícios da participação de um agente público, que supostamente teria utilizado sua posição funcional para favorecer a atividade criminosa ou acessar informações sensíveis. Diante disso, foram determinadas medidas cautelares judiciais, incluindo o afastamento do cargo.
Durante a operação, equipes do GAECO realizaram buscas para apreender aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de outros envolvidos.
A ação contou ainda com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Curitibanos e do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Os materiais recolhidos serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. O procedimento segue em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a liberação judicial dos autos.
O nome “Dupla Face” faz referência ao contraste entre a função pública exercida por um dos investigados e a conduta criminosa apurada durante a investigação.
