Operação Catilina” Investiga suposta infiltração de Facção Criminosa no meio político de Itapoá

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital e com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a Operação “Catilina”. A ação investiga a suposta infiltração de uma organização criminosa no cenário político de Itapoá, no Litoral Norte catarinense.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC), em endereços ligados a três investigados. Todas as diligências ocorreram no município de Itapoá.
De acordo com o MPSC, a investigação teve início após informações encaminhadas à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá. As apurações apontam indícios de que uma organização criminosa estaria tentando influenciar o processo político local, por meio de apoio a determinados candidatos e ações voltadas ao fortalecimento do domínio territorial da facção na cidade.

Segundo a investigação, benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência da organização criminosa para conquistar apoio político. Em contrapartida, moradores seriam coagidos a demonstrar apoio a candidatos específicos, havendo relatos de intimidações, ameaças e ações contra possíveis opositores.
Os investigados também são suspeitos de manter vínculos entre agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da organização criminosa, formando uma estrutura voltada ao fortalecimento dos interesses da facção.
Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para realização de perícias. As evidências serão analisadas pelo GAECO para dar continuidade às investigações, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.
O nome da operação faz referência a Lúcio Sérgio Catilina, personagem da Roma Antiga conhecido pela chamada “Conjuração de Catilina”, episódio histórico relacionado à articulação de alianças clandestinas para obtenção e manutenção do poder. Segundo o Ministério Público, a denominação faz alusão, de forma simbólica, à hipótese investigada de influência criminosa sobre espaços de representação política e estruturas públicas.
A investigação tramita sob sigilo judicial e novas informações serão divulgadas apenas quando houver autorização da Justiça. O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, atuando no combate às organizações criminosas em todo o Estado.
Fonte: MPSC
