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Mulher que fingia ser menina em Joinville passará por exame de sanidade mental

05/06/2026 16:28

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A mulher de 37 anos presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeita de assumir a identidade falsa de uma menina de 12 anos, deverá ser submetida a exames psicológicos e psiquiátricos nos próximos dias. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (4) pelo advogado de defesa, Rafael Luiz Siewert.

Segundo a defesa, a realização da avaliação ainda depende de trâmites internos do sistema prisional, mas a expectativa é de que o procedimento aconteça em breve. O advogado afirmou ainda que discutiu a situação nesta quinta-feira, embora ainda não tenha tido contato pessoal com a investigada desde a prisão.

Prisão preventiva foi mantida pela Justiça

A suspeita permanece detida no Presídio Regional de Joinville após a Justiça converter a prisão temporária em preventiva. Com a decisão, ela seguirá presa enquanto a Polícia Civil continua as investigações sobre o caso.

De acordo com o advogado, um eventual pedido de habeas corpus poderá ser analisado futuramente, mas não deve ser apresentado neste momento.

Caso chamou atenção em todo o país

A prisão ocorreu na última terça-feira (2), no bairro Pirabeiraba, em Joinville, e rapidamente ganhou repercussão nacional. Conforme a Polícia Civil, a mulher utilizava o nome falso de “Gabriele” e alegava ter apenas 12 anos de idade.

As investigações apontam que ela conseguiu conquistar a confiança de moradores da comunidade, integrantes de uma igreja e de uma família da região, mantendo a falsa identidade por aproximadamente 14 meses.

O delegado Rodrigo Bueno Gusso informou que, para sustentar a história, a investigada afirmava possuir Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros problemas de saúde. Ela também alegava que sua aparência física seria resultado do uso forçado de hormônios durante a infância.

Comportamentos infantilizados chamaram atenção dos investigadores

Durante a apuração do caso, policiais identificaram comportamentos considerados infantilizados por parte da suspeita. Entre eles, o uso frequente de mamadeiras, chupetas e até um objeto conhecido como “cheirinho” para dormir.

A Polícia Civil também revelou que a mulher possui histórico semelhante em outros estados brasileiros. Há registros de ocorrências envolvendo a investigada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Suspeita confessou os fatos investigados

Ainda segundo a polícia, a mulher confessou integralmente os fatos durante o interrogatório. Agora, além do andamento da investigação criminal, o exame de sanidade mental poderá auxiliar a Justiça na definição das próximas etapas do processo e na análise das circunstâncias envolvendo o caso.


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