Estudante de odontologia preso por tráfico de drogas é encontrado sem vida na Penitenciária de São Cristóvão do Sul

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Um estudante de odontologia, de 29 anos, foi encontrado morto em uma cela de triagem de uma penitenciária de Santa Catarina na manhã seguinte à sua prisão em flagrante por tráfico de drogas. A morte foi constatada durante a distribuição da alimentação aos detentos e agora é investigada pelas autoridades.
Morte foi constatada durante rotina na unidade
Conforme informações da administração prisional, servidores perceberam a situação ao abrir a cela para a entrega das refeições. A equipe de saúde da unidade iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, mas o homem não respondeu às tentativas de socorro e teve o óbito confirmado ainda no local.
Após a confirmação da morte, equipes de emergência, Polícia Científica e órgãos responsáveis pela investigação foram acionados. A cela foi isolada para a realização da perícia, enquanto a família do detento foi comunicada pelo setor de atendimento social da penitenciária.
Prisão ocorreu após descoberta de estufa de maconha
O estudante havia sido preso na tarde do dia anterior durante uma operação da Polícia Civil para cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no interior do estado.
No imóvel, os policiais localizaram uma estufa utilizada para o cultivo de maconha em ambiente controlado, equipada com sistemas de iluminação, ventilação e controle de temperatura e umidade.
Durante a ação, foram apreendidas sete plantas da droga, que totalizaram 3,832 quilos, além de 462 gramas de maconha já colhida, em diferentes estágios de secagem. Dois aparelhos celulares também foram recolhidos e encaminhados para perícia.
Investigação durou cerca de dois anos
Segundo a Polícia Civil, a operação foi resultado de aproximadamente dois anos de investigação. Durante esse período, foram reunidos documentos, conversas, imagens, vídeos e registros de movimentações financeiras que, conforme a apuração, indicavam o cultivo da droga e sua distribuição para intermediários e usuários entre os anos de 2024 e 2026.
Após a prisão em flagrante, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde aguardaria os desdobramentos do processo judicial.
Circunstâncias da morte serão apuradas
A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente e dependerá da conclusão dos exames periciais. Paralelamente à investigação criminal, a administração da unidade prisional instaurará procedimentos internos para esclarecer o ocorrido e verificar se todos os protocolos previstos para o ingresso e permanência do preso foram seguidos.
Fonte: Jornal Razão
