Estado se manifesta sobre Operações do GAECO no Presídio Masculino de Lages

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A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) divulgou, nesta quinta-feira (23), uma nota oficial a respeito das operações “Pinóquio” e “Terra Prometida”, que investigam possíveis irregularidades no Presídio Masculino de Lages, em Santa Catarina.
Segundo o órgão, o servidor investigado já estava afastado de suas funções antes mesmo do cumprimento das medidas recentes, em razão de apurações anteriores. A Secretaria informou ainda que vem colaborando com os órgãos responsáveis, repassando documentos e dados considerados essenciais para o andamento das investigações.
No comunicado, a Sejuri também ressaltou que mantém mecanismos contínuos de controle interno e que adota providências administrativas rigorosas sempre que há suspeitas de irregularidades na gestão pública.
As operações foram deflagradas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e tratam de duas linhas principais de investigação. A primeira, denominada “Pinóquio”, apura o possível desvio de 205 toras de araucária que deveriam ser destinadas à unidade prisional, além do suposto uso indevido de sistemas de segurança. Já a operação “Terra Prometida” investiga indícios de corrupção relacionados à desapropriação de um imóvel próximo ao presídio, avaliado em cerca de R$ 2,85 milhões, com suspeita de cobrança de vantagem indevida para agilizar pagamentos.
As ações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC). A força-tarefa reúne diferentes instituições, como as polícias Civil, Militar e Penal, além da Receita Estadual e do Corpo de Bombeiros, com foco no combate a crimes complexos.
