O lado que o público não vê: a engrenagem por trás da Festa Nacional do Pinhão

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Enquanto o público aguarda os grandes shows e atrações, centenas de profissionais atuam nos bastidores para transformar planejamento em espetáculo
Antes das luzes do palco principal do Recanto do Pinhão Aracy Paim, no calçadão da praça João Costa, e da Arena Pinhão, no Parque de Exposições Conta Dinheiro se acenderem e da música tomar conta da cidade, existe uma grande operação funcionando nos bastidores da 36ª Festa Nacional do Pinhão. Equipes trabalham diariamente em diferentes frentes para garantir que tudo esteja pronto para receber milhares de pessoas com segurança, conforto e entretenimento.
A movimentação intensa envolve montagem de estruturas, testes de sonorização e iluminação, organização logística, instalação de equipamentos, limpeza, segurança e alinhamento operacional entre os diversos setores que fazem parte do evento. Cada equipe desempenha uma função essencial para que a festa aconteça de forma organizada.
Antes mesmo da abertura oficial, os bastidores da festa já se transformam em um verdadeiro canteiro de trabalho, com a montagem de toda a estrutura do palco, transporte de equipamentos, painéis, sistema de iluminação e sonorização.
Mas, depois que a festa começa, o trabalho não para. O desafio é manter tudo em ordem, com organização impecável para que tudo saia conforme o previsto. E resolver imprevistos também fazem parte da rotina. A correria é grande, mas muitos perrengues não chegam a quem está na frente do palco, assistindo aos shows e curtindo a festa. Tudo é resolvido nos bastidores, para que o evento aconteça de forma orquestrada e harmônica aos olhos de quem vê.
Nos espaços da festa, profissionais trabalham simultaneamente em diversas etapas da montagem, desde a instalação do palco principal até os ajustes finais em camarins, áreas técnicas e espaços de circulação do público. Nos bastidores, a maior atenção está na coordenação entre as equipes e no cumprimento dos horários. É preciso acompanhar a chegada dos artistas, a organização dos camarins, as passagens de som, as trocas de palco, a comunicação entre produção e equipe técnica, além de garantir que todas as demandas sejam atendidas com agilidade. O sucesso do evento depende de uma operação integrada, onde cada detalhe precisa acontecer no momento certo.
Estrutura e tecnologia para grandes espetáculos
A montagem do palco principal exige precisão técnica e uma grande operação logística. Equipes especializadas atuam na instalação de estruturas metálicas, painéis de LED, sistemas de iluminação e equipamentos de áudio capazes de atender às exigências dos shows nacionais.
Além da estrutura física, os testes técnicos fazem parte da rotina nos dias que antecedem o evento. Ajustes de som, alinhamento de iluminação e conferência dos equipamentos são realizados para garantir qualidade e segurança durante as apresentações.A sonorização de um evento desse porte é planejada com base em critérios técnicos como público, espaço físico e necessidades de cada atração.
Nesta edição, o produtor musical Daniel Dante Finardi é o profissional responsável por fazer a direção e supervisão técnica do palco, acompanhando a estrutura de áudio, monitorando os níveis de decibéis, realizando ajustes e garantindo qualidade sonora, segurança e conforto para o público durante todo o evento. “Como profissional de áudio, sinto uma grande responsabilidade em garantir que cada detalhe técnico funcione da melhor forma possível, proporcionando uma experiência sonora de qualidade para artistas e público. Como fã de música, é emocionante acompanhar de perto grandes apresentações e fazer parte dos bastidores de um dos maiores eventos culturais de Santa Catarina. Como ouvinte, a maior recompensa é ver milhares de pessoas cantando, se emocionando e criando memórias através da música, sabendo que contribuímos para que esses momentos aconteçam da melhor forma possível”, destaca o produtor.
Mais do que a quantidade de equipamentos, a qualidade do som depende de um projeto bem planejado. O Recanto do Pinhão conta com uma estrutura permanente de sonorização distribuída pelas principais áreas do evento, como as ruas Coronel Córdova e Nereu Ramos, o calçadão da Praça João Costa e a Praça da Catedral. “O maior desafio técnico é garantir que tudo funcione perfeitamente em tempo real. Em um evento com milhares de pessoas, é preciso acompanhar constantemente a qualidade do áudio, os níveis de volume, as condições climáticas, a troca entre atrações e a integração de diversas equipes trabalhando simultaneamente. É preciso manter a excelência técnica sem que o público perceba a complexidade que existe nos bastidores”, comenta Daniel.
Os momentos que mais exigem atenção são os dias da Sapecada da Serra Catarinense e a Sapecada da Canção. Nessa etapa, são dois dias de passagens de som, geralmente das 8h da manhã até as 18h, preparando dezenas de artistas e ajustando cada detalhe técnico. Depois disso, ainda acontece o evento em si, com cerca de 4 horas de duração por noite. “É um trabalho intenso, mas necessário para garantir que tudo aconteça com a qualidade e o respeito que a Sapecada e a Festa Nacional do Pinhão merecem”, comenta o produtor.
Texto: Aline Tives
Fotos: Marcos Heitor de Carvalho e Nilton Wolff
