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O golpe do falso advogado: quando a promessa de dinheiro esconde um golpe

11/06/2026 10:10

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Você está no meio da rotina quando chega uma mensagem de um número desconhecido no WhatsApp. A pessoa se apresenta como seu advogado, diz que trocou de telefone e traz uma notícia aparentemente excelente: o processo deu certo e há dinheiro para receber. Logo depois, porém, vem a exigência: para liberar o valor, seria preciso pagar uma taxa, adiantar custas, honorários advocatícios, fazer um PIX ou informar dados bancários. Em versões mais elaboradas da fraude, surge até alguém dizendo ser servidor do fórum, oficial de justiça ou juiz, fazendo inclusive chamadas de vídeo para “auxiliar” na transferência ou pagamento dos valores solicitados e enviando documentos com timbres do Poder Judiciário, da OAB, Ministério Público, etc. Tudo para dar aparência de verdade à mentira.
É golpe!
O criminoso sabe que a vítima, muitas vezes, já está ansiosa por uma resposta da Justiça. Sabe também que uma boa notícia, quando envolve dinheiro, reduz a desconfiança e acelera a reação. Por isso, usa nomes reais, fotos, dados de processos e linguagem aparentemente técnica para criar um cenário que parece legítimo. A fraude não chega com cara de ameaça. Ela chega com cara de solução.
É justamente por isso que o alerta precisa ser feito: nenhum cliente deve fazer pagamento, transferência ou PIX apenas porque recebeu uma mensagem informando que o processo foi favorável. Também não deve enviar dados bancários com pressa, muito menos acreditar que a liberação de valores judiciais depende de depósito antecipado. Quando o contato é inesperado e a cobrança vem acompanhada de urgência, o mais prudente não é agir rápido. É parar e desconfiar!
Em Santa Catarina, como em outros estados do Brasil, esse tipo de golpe está cada vez mais comum, o que exige atenção crescente por parte da sociedade. Não se tratam de episódios isolados, mas de uma fraude que se repete e se aperfeiçoa. E quanto mais convincente ela parece, mais importante se torna a prevenção.
A regra, nesses casos, é simples: não pague, não informe dados e não continue a conversa sem conferir a identidade de quem entrou em contato. Procure seu advogado pelos canais que você já conhece. Ligue para o número antigo, envie mensagem para o e-mail profissional já utilizado ou confirme a informação por outro meio seguro.
Há ainda uma forma confiável de checar se o profissional é legítimo: o site www.confirmadv.oab.org.br.
Para isso, peça ao suposto advogado o e-mail cadastrado no Cadastro Nacional da OAB e faça a verificação pela plataforma. Essa conferência pode evitar prejuízo e interromper a fraude antes que ela avance.
Também é essencial guardar tudo: prints, números de telefone, comprovantes e mensagens. Esse material pode ser importante para boletim de ocorrência e para a apuração do caso.
Golpes como esse prosperam quando encontram confiança desprotegida. Por isso, diante de promessas de dinheiro fácil, liberação urgente de valores ou pedidos inesperados de PIX, a resposta correta continua sendo a mais segura: desconfie, confirme e só depois decida.
Vítor Manoel da Rosa
Advogado — OAB/SC 32.559

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