Secretário de Infraestrutura detalha obras da Serra do Corvo Branco na Comissão de Transportes

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Comissão debate andamento das obras
A Comissão de Transportes, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura da Alesc ouviu, na tarde desta terça-feira (7), o secretário de Estado da Infraestrutura, Ricardo Grando, sobre o andamento das obras na SC-370, na Serra do Corvo Branco, entre Urubici e Grão-Pará.
A reunião atendeu a um requerimento apresentado durante a Alesc Itinerante em Curitibanos, por iniciativa do presidente da comissão, deputado Volnei Weber (MDB), motivado pelas preocupações de moradores, produtores e lideranças locais com a lentidão e os impactos da obra.
Impactos para produtores e população
Durante o encontro, Weber destacou que o projeto enfrentou paralisações e mudanças de planejamento, o que agravou a situação de quem depende da rodovia.
Segundo ele, agricultores e produtores da região estão sendo diretamente prejudicados.
“O planejamento inicial era de um ano, mas tivemos problemas e interrupções. Hoje, produtores estão praticamente na UTI. Precisamos buscar uma solução com diálogo, que é o caminho para bons resultados”, afirmou.

Deputado
Volnei Weber
O deputado também sugeriu a ampliação das equipes de trabalho e a criação de janelas diárias para liberação do tráfego, como forma de minimizar os impactos à população.
Entraves contratuais e desafios técnicos
Já o secretário Ricardo Grando explicou que a obra começou com um consórcio que não conseguiu dar continuidade aos trabalhos, exigindo a rescisão contratual e uma nova contratação, processo que, segundo ele, envolve entraves burocráticos e revisão de valores.
Superada essa etapa, os trabalhos foram retomados, mas novos desafios surgiram, principalmente em função das condições geológicas e climáticas da região.
“São sete pontos de deslizamento identificados, agravados pelas chuvas dos últimos meses. Foi necessária uma contratação emergencial de R$ 11 milhões para estabilização”, explicou.
Condições da via e segurança
Grando ressaltou ainda que o trecho em execução é extremamente estreito, com largura máxima de 3,5 metros, permitindo apenas a passagem de um veículo por vez, e que a atual fase, com pista em balanço, impede a liberação simultânea do tráfego por questões de segurança.
O secretário citou, inclusive, a queda recente de uma grande rocha na encosta como exemplo do risco.
“Muitas vezes as pessoas questionam a restrição de trânsito, mas é uma questão de segurança.”
Previsão de liberação parcial
A previsão do governo é permitir o tráfego, ainda que de forma parcial, entre junho e julho deste ano, com a conclusão total da obra até o fim de 2026.
“A meta é viabilizar a circulação parcial em até 90 dias”, enfatizou o secretário de estado.
Cobrança por diálogo e transparência
O prefeito de Grão-Pará, Hélio Alberton Junior, reforçou a importância da obra para a economia regional, e pediu mais transparência e comunicação com a população.
“O comércio e a população querem entender melhor o que vai acontecer. É uma obra fantástica, um sonho antigo, mas precisamos de mais diálogo e alinhamento entre o Estado e os municípios.”
Ele também ponderou que uma liberação antecipada pode não ser a melhor solução, caso isso prolongue ainda mais o prazo final da obra.
Complexidade da obra
O deputado Camilo Martins (PL) destacou a complexidade da execução da obra e a atenção dada pelo governo catarinense.
“Sabemos o quão complexo é a execução dessa obra e a preocupação dos nossos prefeitos. Mas vemos também a atenção que o governo está dando para que Serra seja reaberta o mais breve possível.”

Deputado
Camilo Martins
A pavimentação da Serra do Corvo Branco é considerada uma das mais complexas do estado, tanto pelas características geológicas quanto pelos riscos envolvidos.
Com cerca de 9,46 quilômetros no trecho em execução, o investimento já ultrapassa R$ 56 milhões e a obra supera 60% de conclusão. O projeto inclui pavimentação asfáltica, trechos em concreto e obras de contenção.
