Pioneira no Judiciário brasileiro, Thereza Grisólia Tang marcou a história da magistratura

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Na semana do Dia Internacional da Mulher, uma trajetória pioneira no Judiciário brasileiro merece ser lembrada: a da desembargadora Thereza Grisólia Tang.
Nascida em 1922, no Rio Grande do Sul, ela ingressou na magistratura em 1954, após aprovação em concurso público. Durante cerca de 20 anos, foi a única mulher entre os magistrados do Judiciário catarinense. Em 1975, tornou-se a primeira mulher do Brasil a assumir o cargo de desembargadora e a presidir um Tribunal de Justiça.
Ao longo da carreira, destacou-se não apenas pelo pioneirismo, mas também pela atuação humana. Como corregedora, defendeu melhorias nas condições das mulheres privadas de liberdade e atuou em pautas ligadas à infância e juventude.
Seu legado ultrapassou gerações. Inspirada pela tia, a juíza Mônica do Rego Barros Grisólia, titular da 2ª Vara Cível da comarca de Lages, seguiu a carreira na magistratura. “Aprendi a me impor como mulher, mãe e profissional, e saber que minhas decisões valem tanto quanto a de um juiz do sexo masculino”, afirma.
Falecida em 2009, aos 87 anos, Thereza deixou um símbolo marcante de sua identidade com a profissão: pediu para ser enterrada de toga. Um gesto que traduz o orgulho de uma trajetória que ajudou a abrir caminhos para tantas mulheres no Direito.
