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Os perigosos por natureza

23/04/2026 11:37

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A penúltima personalidade desta série, como o próprio nome sugere, é de meter medo mesmo. Parece que o que vamos falar não é real, mas infelizmente este tipo de condutores está com a gente, por aí no trânsito afora. Estas pessoas são aquelas que precisam de tratamento psiquiátrico, isto mesmo, precisam de medicamentos para poder controlar seus comportamentos, pois a conversa e a terapia não dão conta. São pessoas muito explosivas, que por qualquer motivo ultrapassam o limite da razão, em um tom muito acima do que os donos do mundo, pois quando entram em surto, ninguém os detém. Parece um pouco dramático, mas segundo uma reportagem veiculada pela revista Veja em 2001, a jornalista Adriana Negreiros afirma que a Sociedade Brasileira de Psicólogos e Educadores de Trânsito (SBPET) calcula que 15% dos condutores do Brasil podem ser considerados inaptos a dividir o trânsito por falta de equilíbrio emocional. Estes números colocam juntas também as pessoas que tiveram ataques de fúria no trânsito, como o exemplo que a obra da psicóloga Neuza Corassa cita: “Em agosto deste ano, Wildosin, de 25 anos, morreu atingido por um golpe de chave de fenda na cabeça, num cruzamento de Fortaleza. Seu carro tinha colidido com outro e provocado um enorme congestionamento. O advogado Victor, o assassino, nem estava envolvido no acidente. Partiu furioso para cima do motorista porque se irritou com a lentidão do tráfego”. Este é um exemplo clássico do que os estudiosos chamam de road rage, ou fúria no trânsito. E você já deve ter visto muitas outras reportagens sobre brigas de trânsito, que seriam banais, acabarem em uma tragédia como a que mostramos. Este problema ficou muito bem clarificado com a facilidade de acesso às armas, que aumentou vertiginosamente as ocorrências deste tipo. É consenso que este tipo de acontecimento é um caso de segurança pública, que vai muito além das normas de conduta e circulação, uma vez que houve a intencionalidade marcante de causar lesão ao outro. Todavia, há uma grande probabilidade de o trânsito ser o gatilho para estas pessoas. Ao relatar este tipo de condutor, não é minha intenção alarmar e colocar medo em você, leitor, mas sim alertá-lo de que estas pessoas estão dividindo o espaço público para se locomover, assim como você. Então, a maior lição que fica é a prudência. Se chegar a encontrar um sujeito como este, mantenha a calma, procure não discutir, proteja-se e chame a autoridade competente para mediar o conflito. Assim você garante a sua integridade física e a da pessoa em surto.

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